Atuação Temática - Segurança
Má gestão - 08/07/2010Computadores comprados pela Secretaria de Segurança não servem para investigação policial
| Com informações do Jornal Folha de São Paulo |
De 15 mil equipamentos comprados recentemente pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para as delegacias, 10 mil têm sistema incompatível com alguns programas utilizados na investigação policial. São equipamentos novos que estão encostados.
Em duas delegacias da capital, os funcionários informaram a repórteres do Jornal Folha de São Paulo que 15 computadores adquiridos recentemente ainda estão na caixa.
A Secretaria gastou R$ 37,2 milhões na compra de 15 mil máquinas, só que 10 mil operam com o Sistema Linux. “O problema é que softwares para fazer interceptações telefônicas e reconhecimento de suspeitos, entre outros, só são compatíveis com a plataforma Windows, da Microsoft”, explica a reportagem publicada na Folha de São Paulo na última segunda-feira (05/07).
Apesar de o Linux ser elogiado como um sistema menos vulnerável a vírus, o suporte técnico para o seu uso não é eficiente, os policiais civis não foram treinados para o seu uso e não houve adaptação do sistema de investigação para torná-lo compatível com o software gratuito.
O Programa Phoenix, utilizado no reconhecimento de suspeitos, está passando por adaptação, mas o Guardião, que é um programa de interceptação telefônica, e o Ômega, que dá acesso à pesquisa no banco de dados da Polícia, exigem o Windows.
Os responsáveis pelo setor de Tecnologia de Informação defendem-se, alegando que os policiais serão treinados para o uso dos novos equipamentos.
Enviar para um amigo Imprimir Voltar ao Topo










