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1/8/2012

Irregularidade

Secretários de Alckmin ganham mais do que o teto

Ao menos dez secretários e funcionários do governo Alckmin que ocupam conselhos de estatais do governo de São Paulo tiveram em junho rendimentos acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil.

Os valores incluem salários pagos pelo governo, jetons pela participação no conselho de empresas estatais vinculadas ao Estado e verbas esporádicas.

O maior valor pago em junho foi para o secretário da Fazenda, Andrea Calabi, com R$ 86,5 mil. O rendimento corresponde ao salário dele --R$ 14.980-- somado a um bônus por resultado de R$ 4.400, além de R$ 33.588 de participação nos lucros da Cesp (Companhia Energética de SP) e da grana recebida por integrar outros cinco conselhos.

Também o secretário de Energia, José Aníbal, acumula rendimentos acima do teto. Em junho, Aníbal teve direito a R$ 60,2 mil - R$ 26,7 mil como deputado federal licenciado, R$ 27.990 da Cesp e mais R$ 5.598 da Emae, outra estatal ligada ao governo de São Paulo.

Os valores dos rendimentos de todos os servidores estaduais estão disponíveis desde sexta-feira no Portal da Transparência Estadual.

Em resposta, a assessoria do governo do Estado disse que os critérios para a escolha de conselheiros de empresas são "técnicos", como notório conhecimento do setor de atuação da empresa, de economia, finanças e legislação, bem como experiência em administração pública e privada.

Segundo a assessoria, a presença de pessoas da confiança do governador nos conselhos de administração "decorre da necessidade de a empresa receber do Estado, seu controlador, a orientação para sua conduta". (*com informações dos jornais Agora e Folha de S. Paulo)



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