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05/10/2015

De olho no Orçamento

Queda dos investimentos no governo Alckmin supera os R$ 3,3 bilhões

A redução dos investimentos estaduais no primeiro semestre de 2015 tem sido forte. Não por outro motivo, inúmeras reportagens destacam a paralisação ou lentidão em importantes obras do governo Alckmin, como no caso da ampliação do Metrô, do Rodoanel Trecho Norte ou ainda em outras ações menos visíveis, como o atraso no pleno funcionamento de hospitais estaduais (hospital regional de Jundiaí opera com menos de 25% de sua capacidade, por exemplo), a redução dos recursos para as Santas Casas, o fechamento de salas de aula nas escolas estaduais ou ainda o não repasse de recursos para as Estâncias Turísticas.

Devemos destacar que os cortes concentram-se nos investimentos - obras, aquisição de material permanente e repasses para as empresas estatais investirem.

Nesta área, o governo Alckmin cortou recursos em mais de R$ 3,3 bilhões no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. Uma redução de mais de 31%.
Neste mesmo período, as despesas com custeio caíram apenas 2,2% e as despesas com a dívida pública subiram 1%.

Os números analisados reforçam que grande parte do ajuste fiscal vem sendo realizado sobre os investimentos públicos, tão necessários para o desenvolvimento do Estado. O custeio, por sua vez, possui na prática pouco espaço para redução.

Do lado das receitas, a queda total foi de 6,1% no primeiro semestre de 2015 em relação ao ano anterior, com destaque para a queda da arrecadação do ICMS (-5,4%), do IPVA (-2,2%), das receitas patrimoniais (-29,1%) e das operações de crédito (-32,19%).

Em anexo, tabelas com a evolução das receitas e despesas estaduais.


Corte nos investimentos


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